Documentário segundo o Dicionário Aurélio significa “Filme, em geral de curta-metragem, que registra, interpreta e comenta um fato, um ambiente ou determinada situação”. Documentário não é gênero e sim tipo cinematográfico que busca documentar a realidade que está inserida, sendo que o documentarista  procura intervir o mínimo possível na seqüência e pode ser definido também como oposição aos filmes de ficção. Mas não pode ser caracterizado como uma reprodução da realidade e sim uma representação de algo que nos é inerente ao conhecimento tanto individual como coletivo, mas por vezes distantes da nossa realidade. O espectador espera que o documentário seja uma cópia do real. Apesar de existir diferenças entre documentários.              O filme documental pode ser definido pelas organizações ou instituições, os documentaristas, o corpo de texto e o espectador nessa ordem. Há normas e convenções que diferenciam os documentários que podem ser: as entrevistas, as gravação do som, os cortes para introduzir imagens que ilustram ou tornem confusas nas situações mostradas em determinadas cenas, o uso dos atores sociais ou de indivíduos em suas atividades do cotidiano. Um costume característico de estrutura é a solução dos problemas apresentados nas cenas.Os seis modos principais de se fazer cinema documentário.Modo poético: enfatiza associações visuais, qualidades tonais ou rítmicas, passagens descritivas e organização formal.Modo expositivo: enfatiza o comentário verbal e uma lógica argumentativa.Modo observativo: enfatiza o engajamento direto no cotidiano das pessoas que representam o tema do cineasta, conforme são observadas por uma câmera discreta.Modo participativo: enfatiza a interação de cineasta e tema. A filmagem acontece em entrevistas ou outras formas de desenvolvimento ainda mais direto. Freqüentemente, une-se a imagem de arquivo para examinar questões históricas. Modo reflexivo: chama a atenção para as hipóteses e convenções que regem o cinema documentário. Aguça nossa consciência da construção da representação da realidade feita pelo filme.Modo performático: enfatiza o aspecto subjetivo ou expressivo do próprio engajamento do cineasta com seu tema e a receptividade do público a esse engajamento. Rejeita idéias de objetividade em favor de evocação e afetos.            O cinema de ficção nunca poderá representar a realidade em que vivemos. É apenas a representação da realidade, a construção do imaginário. São atores orquestrados por diretores através de roteiros pré-definidos. Nos filmes de ficção tem-se o herói, o vilão e em cima desses personagens centrais acontece o desenrolar das histórias que na grande maioria das vezes caminha para o tão esperado “happy end”.    Os filmes ficcionais podem ser baseados em fato reais, mas com abordagem do imaginário. Pode-se dar como exemplos os filmes: “Gritos do Silêncio” em que aborda a guerra cível no Camboja, “Uma Mente Brilhante” que conta a história do matemático John Nash que sofre de esquizofrenia.                                                                                                           A imagem cinematográfica dos personagens representa no espectador uma fuga da realidade. O indivíduo cria uma simbiose imaginária com o personagem que lhe agrada, tentando por alguns minutos que sua vida pudesse ser aquela assistida na tela.  O que se tem é a criação da realidade, parte central dos filmes de ficção.                          Há relação entre os filmes de ficção e os documentários estão em grande parte nas indústrias cinematográficas e nos cineastas que através da produção – criação da imagem – procuram passar suas idéias, suas críticas e sua visão geral do mundo. Nas construções de seus personagens.  As narrativas podem se assemelhar dependendo de sua classificação, um exemplo disso são os documentários de Michael Moore que na ânsia de atacar o governo norte-americano, usa de característica ficcionais na produção de seus documentários. O ponto de paralelo é a criação do cineasta ou documentarista de como o espectador deverá assistir. O ilusório visto como representação do real, e o real visto como representação do ilusório.            O filme “Cidadão Kane” de Orson Welles, conta a trajetória de um jornalista que tenta descobrir o significado da palavra “Rosebud” (botão de rosa em inglês. Alguns dizem que esse nome era o apelido do clitóris da esposa de Willian Hearst), que foi proferida, pelo personagem central antes de morrer Charles Foster Kane, magnata da imprensa (Kane foi inspirado no magnata das comunicações William Randolph Hearst, dono de uma cadeia de veículos de comunicação). Para decifrar o enigma, o repórter entrevista pessoas que eram ligadas diretamente a Kane, reconstruindo sua vida. A meta inicial do jornalista não é alcançada, mas o caminho percorrido é o que importa, nesse enredo. O filme foi narrado na linguagem não-linear, que na época foi considerada uma inovação, além do jogo de câmeras com primeiro e segundo plano, enquadramento e os planos de seqüência. Welles atuou fazendo o personagem de principal. Pode-se dizer que esse filme é a dramatização da vida de Hearst, nesse contexto se enquadra como um peseudo-documentário.  Esse filme pode ser considerado atual até hoje devido ao tema abordado. Muito Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pelo diretor Simon Hargot, morto em 1992. Nele é traçada a trajetória de Roberto Marinho, que morreu em 2006. Narra há história de como ele construiu sem império as Organizações Globo. É usado a voz de Deus, e depoimentos de funcionários da Globo, como jornalistas escritores de novela etc.Os dois se parecem no enredo abordado, usado o “jornalismo marrom” para tirar proveitos pessoais e persuadir a população sobre notícias distorcidas da realidade, tento como regra de jogo a fortuna e o poder, que move grandes empresários do setor das comunicações. Outro grande exemplo de magnata da comunicação é Assis Chateaubriand que usou do poder da informação para criar seu império. “Além” ou não de “Cidadão Kane” o que é importante é como o meio de comunicação pode servir de alienação e interesses políticos nas mãos de empresários inescrupulosos e corruptos que na verdade são grandes facínoras da humanidade. Rafael Gomes Pereira

Olá mundo!

Março 4, 2008

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