A VOLTA

Junho 18, 2008

Olhos vermelhos loucos pelo ódio que relutam em me deixar cego;
O meu corpo escorre o sangue que meus servos beberam;
Estou vivenciando a dor e sua plenitude por completo;
Quero me libertar dessa vida desgarrada em que vivo;
Quero a salvação da minha alma e o perdão de meu oponente;
Sonho em voltar à terra dos vivos e respirar plenamente o seu ar;
Sinto que posso e que devo, estou me sentido vivo novamente;
O meu corpo está curado, os meus pensamentos estão livres da maldade;
A destruição humana é a redescoberta da humanidade;
Sinto-me leve, desprovido do medo de morrer novamente;
Quem bom ver o azul do céu e dizer: sinto o prazer de viver outra vez.

Rafael Prendin

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