AMOR DE MÃE POR SEU FILHO BIOLÓGICO OU ADOTIVO
Junho 18, 2008

Um tema que vem à tona principalmente no dia que homenageia todas as mães é o da adoção que pode alterar o destino de muitas vidas como é o caso de Maria Cristina Antunes Barcelos Pinheiro que há 17 anos adotou Carpegiani dos Santos Mendes quando ele ainda não completara 1 ano de vida. Maria é da cidade de Cataguases-MG, onde mora com sua família e Carpegiani nasceu em uma cidade vizinha, Dona Euzébia.
O casal Barcelos já tinha três filhas biológicas e Maria Cristina sentia vontade de ter um menino, o que era compartilhado por toda a família. Quando apareceu a oportunidade, querendo ela não pensou duas vezes. Maria Cristina conheceu seu futuro filho a mãe biológica havia desaparecido e o deixado aos cuidados do pai, alcoólatra e hoje falecido, e de uma írmã. Eles a chamaram em Dona Euzébia para conhecê-lo, pois ficaram sabendo do interesse dela em adotar um menino. No momento em que ela chegou à casa eles lhe entregaram a criança. Ela levou para casa Carpegiani “somente com a roupa do corpo” e os vizinhos iam dando alguns acessórios até que eles adquirissem todas as coisas necessárias a uma criança.
Algum tempo depois a mãe de Carpegiani os procurou tentando reaver a criança, dando grande trabalho à família, que mesmo assim não desistiu de ficar com ele. A justiça foi acionada e o juiz manteve a guarda do menino com Maria Cristina e seu marido Itamar Barcelos, por entender que a mãe biológica desapareceu e abandonado seu filho, além de ser omissa e não ter condições de ficar com ele. Depois de um ano ela finalmente se convenceu e hoje as duas “mães” se relacionam bem por insistência de Maria Cristina, que acredita ser o melhor para Carpegiani. Apesar de não ter havido uma adoção legal a família ganhou sua guarda permanente.
Carpegiani trata seus pais adotivos por pai e mãe e a convivência com as três irmãs é boa, com brigas esporádicas, comum em qualquer família. Maria Cristina tem certeza que eles se gostam e acredita não haver diferença por parte dele, “pois nunca demonstrou problema relativo ao fato de ser adotado, a não ser em raras vezes, como qualquer adolescente, achar que existe um tratamento diferente em relação às meninas”.
A adaptação não foi tão fácil, houve momentos em que tiveram que ser mais rígidos na criação do menino. Segundo Maria Cristina “ele foi uma criança difícil, rebelde e deu muito trabalho na escola, pois não gostava de estudar. Mas ele me respeita muito e com muita paciência e também exigências, com diálogos e muita disciplina, graças a Deus valeu a pena”. Hoje ele está terminando o segundo grau, além de ter feito um curso no SENAI de informática e ajudar o pai na serralheria. Ela o considera “um bom rapaz, apesar de um pouco rebelde”. E faz questão de afirmar “amo meu filho e tudo que mais quero é que ele seja um homem de bem” e completa dizendo que sempre diz que “ele é um menino de sorte, pois afinal tem duas mães”. Carpegiani ressalta que “devo tudo o que sou a minha mãe que me adotou e sempre me considerei parte da família. Eu os amos e sei que eles me amam também. Sou muito feliz aqui”.
Rafael Prendin.